Brasil dá vexame nos pênaltis, erra 4 cobranças e é eliminado pelo Paraguai
Seleção Brasileira domina o rival no tempo normal e na prorrogação, mas não marca e dá adeus à Copa América nas quartas de final em La Plata
A Seleção Brasileira criou chances, dominou o Paraguai e teve sua melhor apresentação na era Mano Menezes, mas deu vexame na hora da decisão por pênaltis e está eliminada da Copa América: após perder as quatro cobranças que teve (Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred, assista no vídeo ao lado), o Brasil foi derrotado por 2 a 0 pelos paraguaios e caiu nas quartas de final do torneio neste domingo, em La Plata, depois de um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
Mais uma vez, a Seleção sai de uma competição nas quartas de final junto da Argentina. Na Copa do Mundo de 2006, os hermanos foram eliminados pela Alemanha e o Brasil em seguida caiu para a França. Em 2010, o time verde e amarelo tropeçou na Holanda e no dia seguinte os argentinos caíram de novo para Alemanha. Agora, no último sábado, a seleção de Messi e cia foi despachada pelo Uruguai, também nos pênaltis.
Classificado para as semifinais, o Paraguai espera o adversário do jogo entre Chile e Venezuela, ainda neste domingo, às 19h15m (de Brasíla), com transmissão ao vivo do GLOBOESPORTE.COM e SporTV. Quem vencer, encara o time guarani na quarta-feira, em Mendoza. A outra semifinal está definida entre Uruguai e Peru, terça-feira, em La Plata.
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Seriedade verde e amarela
Neymar sofreu com a marcação dos paraguaios(Foto: AFP)
Inicialmente, o bom toque de bola da Seleção Brasileira foi prejudicado pela enorme quantidade de areia no gramado. A situação, por alguns momentos, privilegiou o futebol de combate e de muitas faltas dos paraguaios. Só o que árbitro economizou nos cartões e deu só um amarelo para Vera.
Pela direita, pela esquerda, pelo meio... As opções apresentadas pelo Brasil foram muitas. Desde um chute de fora da área de Ramires aos três minutos, passando pelo voleio de Neymar aos seis minutos e também pela bom passe de Ganso para Robinho colocar Neymar na cara do gol aos 26. O garoto chutou para fora.
O mais importante é que diferentemente do empate por 2 a 2 entre as equipes na primeira fase, o Brasil teve mais personalidade e tomou conta do jogo – Julio César pouco teve trabalho com a camisa 1. E mais: os laterais Maicon e André Santos foram bastante acionados, abrindo mais espaços para os atacantes.
Foi pela esquerda, aliás, que o Brasil quase abriu o marcador aos 32 minutos. André Santos bateu falta para área e Lúcio finalizou da pequena área. Justo Villar salvou. Sete minutos depois, aos 39, Ramires colocou o lateral-esquerdo em boa condição, mas o camisa 6 pegou mal na bola.
O primeiro tempo terminou com empate sem gols, mas com a torcida brasileira animada com o bom futebol apresentado. O melhor até aqui na Copa América.
VEJA GALERIA DE FOTOS COM AS BELDADES PARAGUAIAS NA TORCIDA
Show de gols perdidos e de defesas de Villar
Pato esteve bastante presente no duelo desta tarde(Foto: Reuters)
O futebol acelerado e ofensivo do Brasil, no entanto, impedia o time guarani de se arriscar mais. Impacientes, então, eles voltaram a abusar das faltas. O problema é que o time de Mano Menezes está carente de bons batedores. E na chance que teve aos nove, André Santos rolou para Maicon dar um chute horroroso, aos 12.
As seguidas chances perdidas começaram a deixar o Brasil nervoso. E a ansiedade do torcedor aumentava na arquibancada. A pressão constante da Seleção virou esporádica. E só aos 17 voltou a marcar presença. Maicon recebeu bem na intermediária e deixou para Robinho bater colocado para fora.
O próprio camisa 7, sentindo a torcida desanimada, fez o sinal com os braços pedindo apoio. E na sequência o Brasil teve uma importante chance com Ganso. O meia tabelou com Lúcio e bateu com categoria no canto esquerda de Justo Villa, que fez mais uma grande defesa na partida.
Justo Villa conseguiu frustrar os brasileiros mais uma vez aos 27 minutos, quando defendeu chute à queima-roupa de Pato, após cruzamento de Neymar, que preocupou ao cair no gramado sentindo dores. Mas o garoto voltou a campo. E voltou para tentar de cobertura aos 32. Mas nada feito. Justo Villa estava lá.
E o drama continua...
Antes de a bola rolar para a prorrogação, uma cena legal por parte do time do Brasil. Todos os jogadores fizeram uma roda e abraçados conversaram com o técnico Mano Menezes, no centro do círculo. Só que os paraguaios estavam dispostos a esfriar a partida e deixaram o jogo lento.
Muito melhor na partida, o Brasil partiu para cima no ritmo das pedaladas de Robinho. Só que o cérebro verde e amarelo estava cansado: Ganso não aguentava mais e também não rendia o que se espera dele. Entrou, então, Lucas. Mas o clima esquentou aos 11 minutos entre Lucas Leiva e Antolin Alcaraz.
Os dois se estranharam em disputa na lateral e os dois times inteiros trocaram empurrões, mas só os pivôs da confusão foram expulsos. Ao final do primeiro tempo da prorrogação, o mesmo do jogo todo: pressão do Brasil, recuo do Paraguai e mais uma sequência de gols perdidos do time de Mano Menezes.
A cara dramática da partida só ficava mais evidente. Apesar da soberania brasileira dentro de campo, a demora pelo gol irritava e mantinha todos ansiosos. Ainda mais quando o Paraguai chegou com perigo em chute de Valdez, aos 12 minutos. Mas o 0 a 0, embora injusto, permaneceu e a decisão foi para os pênaltis.
Só que na disputa, o Brasil mostrou total despreparo: Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred foram lamentáveis em suas cobranças, e o Paraguai precisou de apenas dois gols, um de Barreto e outro de Estigarribia, para vencer e ir às semifinais da Copa América de 2011.
| Julio César; Maicon, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso (Lucas); Robinho, Neymar (Fred) e Alexandre Pato (Elano). | Justo Villar; Dário Verón, Paulo da Silva, Antolín Alcaraz e Aureliano Torres (Elvis Marecos); Enrique Vera (Edgar Barreto), Cristian Riveros, Victor Caceres e Marcelo Estigarribia; Haedo Valdez e Lucas Barrios (Hernan Perez). |
| Técnico: Mano Menezes | Técnico: Gerardo Martino |
| Cartões amarelos: André Santos, Maicon (BRA); Enrique Vera, Edgar Barreto, Elvis Marecos, Marcelo Estigarribia (PAR). Cartões vermelhos: Lucas Leiva (BRA) e Antolin Alcaraz (PAR) | |
| Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG). Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Efraín Castro (BOL) | |
| Estádio: Ciudad La Plata, em La Plata (Argentina) | |
Brasil e Paraguai disputaram 25 partidas na história da Copa América, das quais os brasileiros ganharam 12, os paraguaios seis e empataram sete vezes.
Desde que começaram a se enfrentar na Argentina em 1921, o Brasil marcou 52 gols e o Paraguai 23. A maior diferença de gols em um jogo aconteceu em 1949, quando na edição organizada no Brasil o time local venceu por 7 a 0.Houve outras goleadas do Brasil, como o 5 a 0 na Argentina em 1937 e o 4 a 1 na Argentina em 1959, enquanto a seleção paraguaia nunca conseguiu marcar mais de dois gols em seus jogos com os brasileiros.
A partida mais recente entre estas seleções na Copa América foi disputada na atual edição do torneio, há uma semana, no último dia 9 em Córdoba e terminou empatada em 2 a 2.
Jadson abriu o placar para o Brasil no primeiro tempo e no segundo o time paraguaio virou o jogo com gols de Santa Cruz e Valdez, antes de Fred empatá-lo definitivamente.
Thiago Silva não treina mais uma vez e deve desfalcar Brasil
O zagueiro Thiago Silva não treinou com os demais jogadores da seleção brasileira neste sábado, véspera da partida de quartas de final de Copa América contra o Paraguai. O jogador do Milan já havia deixado de participar do trabalho desta sexta. Ele alegou dores musculares.Thiago Silva, que foi titular em todas as partidas da Copa América, sentiu um desconforto muscular no adutor da coxa direita. No seu lugar, Mano Menezes deve escalar David Luiz. O zagueiro do Chelsea foi testado pelo técnico no lado esquerdo durante o treinamento desta sexta-feira.
O Brasil enfrenta o Paraguai neste domingo às 16h, em La Plata. A seleção precisa vencer para se classificar à semifinal para enfrentar os vencedor de Chile e Venezuela.
seleção brasileira
Experiente na Copa América, Maicon lembra: 'Camisa não ganha jogo'
Lateral-direito está em sua terceira competição sul-americana e pode leva o tri em 2011. Jogador fica com a vaga de titular que era de Daniel Alves
(Foto: AFP)
- Camisa não ganha mais jogo. Se você não fizer o seu trabalho a 100% não vai conseguir êxito. Seleção Brasileira não pode mais pensar em camisa, tem de mostrar o futebol que todo mundo gosta de ver – declarou o lateral-direito, que ganhou a vaga de Daniel Alves, craque do Barcelona.
Titular absoluto na era Dunga, Maicon pediu para não ser convocado no inicio da era Mano Menezes. Mas depois que descansou da Seleção, voltou como reserva. Só que Daniel Alves não foi bem nos primeiros jogos da Copa América, falhou no segundo gol no empate por 2 a 2 com o Paraguai e perdeu a vaga.
Maicon, então, entrou com tudo na vitória por 4 a 2 sobre o Equador, em Córdoba. Não só foi bem na defesa, como se destacou no apoio, com uma assistência.
- Fico contente de fazer assistências. Esse é o trabalho dos laterais. É um ponto forte que tenho nas minhas características – finalizou o jogador do Inter de Milão.
A Seleção Brasileira encara o Paraguai no próximo domingo, às 16h, em La Plata, com transmissão ao vivo da TV Globo, do Sportv e do GLOBOESPORTE.COM.
O goleiro da seleção do Chile, Cláudio Bravo, admitiu hoje que a equipe de seu país queria "evitar o Brasil" na fase eliminatória da Copa América por conta de sucessivas derrotas sofridas em campeonatos passados.
Ele afirmou que, quando o Chile enfrentou a seleção brasileira, teve "a má sorte de cruzar em outra copa e também no Mundial da África do Sul", quando os chilenos perderam por 3 a 0.
O Chile pode pegar o Brasil na semi-final caso vença a Venezuela pelas quartas no jogo de domingo, às 19h15, que ocorrerá em San Juan. Os chilenos não vencem os brasileiros há seis jogos.
Bravo, que atua pelo espanhol Real Sociedad, comentou também sobre o crescimento da seleção venezuelana, a quem "é preciso respeitar", "porque se nota que [o time] mudou", disse.
"As partidas de eliminatórias mundiais com eles foram muito apertadas", comentou. Para ele, o crescimento os venezuelanos é produto de "um longo processo, com muita gente jovem".
Ele afirmou que, quando o Chile enfrentou a seleção brasileira, teve "a má sorte de cruzar em outra copa e também no Mundial da África do Sul", quando os chilenos perderam por 3 a 0.
O Chile pode pegar o Brasil na semi-final caso vença a Venezuela pelas quartas no jogo de domingo, às 19h15, que ocorrerá em San Juan. Os chilenos não vencem os brasileiros há seis jogos.
Bravo, que atua pelo espanhol Real Sociedad, comentou também sobre o crescimento da seleção venezuelana, a quem "é preciso respeitar", "porque se nota que [o time] mudou", disse.
"As partidas de eliminatórias mundiais com eles foram muito apertadas", comentou. Para ele, o crescimento os venezuelanos é produto de "um longo processo, com muita gente jovem".
